EU E GALERA EM ANGRA

Sobre personagens mulheres dos quadrinhos, que descobri lendo outro blogs, principalmente o blog Velta Quadrinhos.



Sexta-feira, Maio 21, 2004

Eu não era muito ligado em quadrinhos, mas aí tive o desprazer de conhecer um maluco, conhecido como o sujeito mais odiado da net brasileira, quando ele resolveu espicaçar uma amiga minha numa grupo de discussão. Aí, fui ver o que ele aprontava e descobri que haviam outras vítimas do pateta, e a maioria eram desenhistas brasileiros de quadrinhos. Passei a pesquisar sobre os caras e achei muita coisa interessante. Este novo blog vai postar o que encontrei por aí, sobre as gostosas que aparecem nos quadrinhos.

Começarei com a mais famosa... MIRZA, A MULHER VAMPIRO

Mirza é linda, gostosona, mas tem o mau hábito de morder pescoços. Mirza é uma sensual chupadora de sangue. Uma vampira.
Desde o final dos anos 60, quando foi criada, Mirza disputa espaço nas bancas com a mais famosa Vampirella, criada pelos americanos da editora Warren. O brasileiro sempre foi um histórico complexado, que se sente diminuído e acha que é um perdedor nato e que os estranjas são os tais e nós somos merda, e por isso, quando viram Mirza e Vampirella nos jornaleiros, tascaram logo a crítica burrificante que a brasileira era cópia da americana. Acontece que a mulherona-vampiro brazuca não se parece em nada com a personagem americana, exceto pelo fato de que também era linda, sensual e considerada ousada para sua época. Mas se engana quem pensa que o desenhista Eugênio Colonesse, criador da personagem se baseou na sedutora Vampirella de James Warren para criar a vampira brazuca. As datas não mentem jamais, e a verdade é que Mirza foi publicada pela primeira vez em 1967. Diferente de sua concorrente americana, Mirza não se parecia em nada com uma heroína. Pelo contrário, suas histórias se baseavam em um estilo Drácula de saias e decote. A personagem sumiu e voltou diversas vezes, com histórias inéditas ou republicações.

O mais novo lançamento da gostosa sangue-suga é o álbum Mirza, a Mulher Vampiro - Opera Graphica Editora, formato 21 x 28 cm, 52 páginas, Espessura da Lombada: 0,4 cm, Capa Pintada Cartonada, colorida, plastificação fosca com orelhas, histórias em preto e branco, Peso da revista -180 gramas, Edição limitada de 1.000 exemplares, numerada e autografados pelo autor Eugênio Colonesse, e distribuição por HQ Club.
Participa da edição, como escritor, Franco de Rosa. Lançado: outubro de 2002. Edição limitada de 1.000 exemplares, numerada e autografados pelo autor. Nesse álbum tem duas aventuras inéditas, e numa delas, Mirza finalmente encontra o Morto do Pântano - outra criação do autor.

Este álbum traz a principal bad girl dos quadrinhos brasileiros, precursora no gênero, talvez em nível mundial, já que estreou antes de Vampirella.

O traço do mestre Colonnese está mais vigoroso do que nunca, e acompanhado pelos roteiros de Franco de Rosa e Osvaldo Talo. Além disso, as tramas criam paralelos com a crescente onda de violência e morte, aqui no Brasil. Mirza continua jovem, bela e simplesmente sedutora.

O álbum pode ser encontrado nas livrarias e pontos de venda do HQ Club, por R$ 14,90, caro, mas vale a pena porque é uma obra de arte.


Outra opção para ver Mirza é um gibizinho lançado pela Editora Escala, por R$ 4,90, com 260 páginas. O gibi traz 21 HQs antigas de Mirza desde a primeira saída em 1967, também desenhadas por Colonnese, mas com vários argumentistas.

Mirza foi criada por Eugênio Colonnese e Luís Meri em 1967 e conquistou fãs de todas as idades, já que de quando em quando suas revistas eram republicadas ou ganhavam novas edições. Neste final de 2002 os fãs podem encontrar duas publicações da vampira brasileira nas bancas e lojas especializadas. A primeira é uma edição de luxo que falei em cima, lançada pela coleção Opera Brasil, da Opera Graphic: Mirza, a Vampira (Opera Brasil número 8, 52 páginas, formato 21x28 cm, páginas internas em preto e branco, R$ 14,90). O álbum traz duas histórias, uma com o estranho Morto do Pântano (não confundir com o famoso Monstro do Pântano) e outra que faz até um curioso paralelo com recentes mortes de políticos brasileiros. Os desenhos são do próprio mestre Colonnese, pai da vampira, e o argumento é de Franco de Rosa.



Há uns meses, correu uma boato pela net de que estava sendo elaborado um novo álbum de luxo, onde a deliciosa Mirza apareceria junto com outro monumento dos quadrinhos, a gostosíssima Velta, em desenhos de Colonesse e Emir Ribeiro. Até agora não sabemos se é verdade ou apenas mais um alarme falso da net, mas bem que os desenhistas podiam mesmo se unir e presentear os fãs brasileiros com um álbum desses, unindo as duas belezuras gostosas dos quadrinhos.

Quem é MIRZA - Mirela Zamanova, é a sétima filha de um nobre polonês cuja família foi amaldiçoada. Após um incidente com o namorado da irmã que queria comer a gostosona a força, Mirela torna-se uma vampira e adota o nome Mirza. Fingindo ser uma modelo profissional e auxiliada pelo corcunda horroroso Brooks, Mirza visita as principais cidades do mundo - e crava seus dentes nos cidadãos dos locais pelos quais passa.

Mirza apareceu também no álbum "A Última Missão", desenhada por Watson Portela, e publicado pela Opera Graphica Editora.




Quem é Eugênio Colonnese - Um dos grandes mestres dos quadrinhos mundiais que desembarcaram no Brasil na segunda metade do século XX para consolidar uma tradição tipicamente nacional: as histórias de terror. Italiano de nascimento, com uma longa passagem pela Argentina, migrou para São Paulo. Sua criação mais famosa é a irresistível Mulher-Vampiro Mirza, que criou em 1967 no Estúdio D-Arte para a editora Jotaesse, de José Sidekerskis. Portanto, dois anos antes da americana Vampirella. Com passagens também pelos livros didáticos, especializou-se quadrinhos de guerra e super-heróis. Criou seres fantásticos a partir de seu traço inconfundível que se destaca pelo completo domínio do pincel e da narrativa em preto e branco. Entre 1982 e 1992, manteve intensa produção de quadrinhos para as revistas Calafrio e Mestres do Terror, de Rodolfo Zalla; e chegou a fazer cinco números das aventuras do herói circense Beto Carreiro, na década de 1980. Desde 2001, tornou-se uma das atrações da Opera Graphica, com vários álbuns de antologia, histórias inéditas e edições com aulas de desenho.



postado por: MARCONI ALVES LADAPA 9:59 AM



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