MULHERES NOS QUADRINHOS

     

Quinta-feira, Setembro 23, 2004

 

VELTA também é linda, gostosona, mas é uma bad girl. Adora viver por aí desfilando de biquinis, fios dentais e roupas sexy, mas... quando os taradões vão querer algo mais, ela salta fora deixando os caras literalmente na mão. Só quem tem o privilégio de apalpar, aquelas carnes volumosas é o namorado Gilberto Gomes, detetive particular com quem ela divide um escritório instalado na capital mineira. O coitado do Gilberto deve morrer de tesão pois, mesmo sendo uma exibicionista sem vergonha, Velta quer casar virgem.
Diferente da maioria das gostosas brasileiras dos quadrinhos, Velta não é vampira.
Criada no ano de 1973 por uma garoto de apenas 14 anos, e inspirada pelo sucesso dos heróis brasileiros da década de 60, Velta apareceu em um jornalzinho de colégio, na cidade de João Pessoa, Paraíba, onde era lida e punhetada pela macharia colegial e admirada pela mulherada que queria ser como ela. Não demorou muito para Velta ir bater nos jornais, no tempo em que se acompanhava histórias em quadrinhos todo dia, em uma tira que continuava até a história terminar, em um mês. Isso foi em 1975, em dois jornais da Paraíba, alcançando um sucesso imediato.

Três anos depois foi parar nas bancas, em revistas mensais independentes editadas pelo seu criador Emir Ribeiro. Mais ou menos nessa época, foi notada pela galera dos fanzines, e começou a aparecer em um e outro, batendo ponto em centenas dessas publicações amadoras geralmente impressas em xeróx. Foi aí que Velta ganhou sua fama, chegando a ser titulada como A Musa dos Quadrinhos Nacionais.

Enquanto a gostosona loira de olhos azuis e cabelos compridíssimos estava sassaricando pelos fanzines, a mesma turma invejosa de sempre que baixou o pau em Colonesse e outros desenhistas brasileiros, estava quieta. Bastou a loiruda se estabelecer no meio alternativo e até ser bem comentada em revistas de grandes editoras, começou o quebra pau em cima dela e do Emir Ribeiro. Exemplo maior disso é um retardado quadrinista frustrado que nem convém mencionar o nome, que acabou sendo o responsável por eu vir a conhecer Velta. Acreditem... o imbecil acabou fazendo algo de bom mesmo sem querer.
Passou mais de 30 anos e nenhuma outra personagem conseguiu tirar o posto da loiraça de maior heroína brasileira, reconhecida até internacionalmente, como se pode ver em sites e blogs pela net, tanto nacionais quanto estrangeiros.

O mais novo lançamento da gostosuda que dispara raios é o álbum Coleção Opera Urbana volume 2
30 Anos de Velta, Opera Graphica Editora, Formato: 16 x 23 cm, 132 páginas, miolo p/b, capa cartonada em cores, com orelhas e lombada quadrada. Distribuição exclusiva: HQ Club e livrarias. Nela, a mais famosa heroína do quadrinho nacional volta com tudo numa edição arrasa-quarteirão em comemoração aos seus 30 anos de criação! A loira gigante e de bumbum arrebitado que deixa Carla Pérez de queixo caído de inveja, ataca em oito histórias de arrasar! Emir conta com a colaboração de novos e desconhecidos excelentes desenhistas, Alcione, Eltom Brunetti e Marco Santiago.
O álbum pode ser encontrado nas livrarias e pontos de venda do HQ Club, por R$ 17,90, caro, mas também vale a pena porque é uma obra de arte, e as histórias são surpreeendentes. Quando se pensa que vai terminar de um jeito óbvio, termina de outro que ninguém espera.

Outra edição da mesma editora é a Coleção Opera Brasil Volume 5 Velta. Formato: 21 x 28 cm, 52 páginas, Miolo P/B em papel off-set, Capa cartonada, em cores, com orelha e lombada quadrada, laminação fosca. Tiragem limitada de 1000 exemplares, numerada e assinada pelo autor. Distribuição: HQ Club e Livrarias, a R$ 14,90. A emocionante aventura deste álbum (O Devorador) é baseada numa outra que Emir produziu em 1974, na época do jornalzinho colegial, devidamente reformulada e adaptada aos dias de hoje, ficando parecida com os monstros Aliens do cinema. A capa é do talentoso Renato Guedes, também desenhista de comics para os EUA.

Outra opção para ver Velta E COLORIDA é um gibizinho lançado pela Editora Escala, por R$ 1,50, com 30 páginas. O gibi traz 7 HQs de Velta, inclusive a sua origem, assim como a adaptação atualizada da primeira HQ já publicada no jornal de colégio. A mais diferente delas se intitula FOME, e foi feita bem antes do Lula vir com esse papo de Fome Zero. Todas escritas e desenhadas por Emir Ribeiro.



Quem é VELTA - Kátia Maria Farias Lins é uma adolescente, que vive em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Filha da falecida paraibana Suzana Farias Lins e do mineiro Joel Serpa Lins, Kátia é a caçula de três irmãos: Kelson, o mais velho, e Karina de Fátima.
Indo a Congonhas, com a turma do colégio, para acampar, Kátia acabou por encontrar um extra-terrestre moribundo, a quem ajudou. Em troca do favor, a criatura prometeu recompensá-la, fazendo uso de um tipo de máquina amplificadora da força mental, que ampliou-lhe a força cerebral a um ponto de tornar realidade qualquer pensamento. Kátia, aparentemente, desejou ser uma enorme loura com o corpo carregada por um tipo de bio-energia, que poderia ser expelida sob forma de rajadas elétricas e raios laser, por qualquer ponto do seu curvilíneo corpo. Entretanto, a história não era bem o que aparentava, pois, na verdade, e em meio a complicada trama, Kátia havia, sim, sido hipnotizada e usada como cobaia no experimento da máquina amplificadora da mente.
Sendo sempre reprimida pelo pai, Kátia vê na gigantesca loura em que agora podia se transformar, na válvula de escape necessária. Por isso, faz questão de usar roupas bem sumárias, trajes provocantes que deixem bem à mostra seu corpo esbelto e sensual, e trata de buscar uma forma de ganhar dinheiro e ser bem notada. Para isso, se associa ao ex-policial gaúcho Gilberto Schwartz Gomes e juntos montam um escritório de detetives particulares.
Velta e Gilberto, como era natural, findam namorando e resolvendo tanto intricados e inusitados casos (onde desfilam extra-terrestres, robôs, e outras esquisitices), como crimes comuns e até casos de adultério (por sinal, os mais comuns aos detetives particulares).

Quem é Emir Ribeiro -
Emir Lima Ribeiro tem 45 anos e mora em João Pessoa. É casado há 21 anos e tem dois filhos, um com 20 e outro com 17 anos. Começou muito cedo fazendo desenhos para amigos, vizinhos e familiares, onde aprontava revistas e álbuns de figurinhas completos, todos desenhados e coloridos um a um. Nos colégios, sempre se envolveu com atividades extra-curriculares como jornais feitos por alunos, e foi num desses que criou e lançou sua Velta. Nos jornais profissionais, continuou publicando sua loira gostosuda e ainda criou outras beldade como Nova, Garota-Borracha e muitas outras que eu nem sabia que existiam. Na verdade, sua carreira começou em 1969 com o personagem de humor Sabido. Em 1970 criou a vilã Doroti e em 1973 a bela loura sexy VELTA. Depois vieram: em 1975, Itabira, o Chefe dos índios Tabajaras (em co-autoria com seu pai Emilson Ribeiro); em 1976, Nova, a Ginóide ruiva (um organismo cibernético com coração e cérebro de uma garota condenada por uma doença incurável e que sobrevive num corpo robótico); em 1976, O Homem de Preto (foram feitos dois filmes VHS com essa série, usando atores amadores em 1989 e 1993); e a vampira francesa Michélle.
Entre 1985 e 1991, publicou diversos trabalhos da linha erótica e terror em editoras de São Paulo, como PRESS/MACIOTA, NOVA SAMPA e ICEA.

Em 1989, escreveu, dirigiu, atuou e produziu o vídeo " O Desconhecido Homem de Preto", sobre o personagem lançado em jornais paraibanos em 1976. O filme teve boa repercurssão a nível local e nacional, tendo sido comentado pela revista de cinema "Cinemix", o programa "Documento Especial", da TV Manchete-Rio, o Jornal "Folha de São Paulo" e, foi exibido em grandes eventos de quadrinhos, como a I Bienal Internacional de quadrinhos do Rio de Janeiro.
Todos os personagens de Emir Ribeiro foram publicados em tiras diárias, página de jornal e revistas de HQ no Brasil, mas ele nunca publicou seus personagens no mercado norte-americano. No decorrer da carreira, participou de várias exposições em João Pessoa, PB, em outros estados como São Paulo e Rio de Janeiro, e na Europa (França).
No começo dos anos 90, entrou no mercado americano, produzindo para a Malibu Comics a série The Protectors, finalizando o lápis de Tom Derenick. Seu primeiro trabalho (esboço e arte¿final) foi Evangelyne & Prophet, da Maximum Press. Na trilha do seu conterrâneo Deodato Borges Filho, o "Mike Deodato Jr.", em personagens conhecidos como "O Incrível Hulk" e "Os Vingadores", ou pouco conhecidos como "Glory", "Avengelyne","Prophet", "Os Protetores", entre outros. A maioria dos trabalhos exportados tem sido como arte-finalista fantasma, onde não lhe foi dado o devido crédito, por parte dos editores, e, em algumas ocasiões, levou a "alcunha" de "Deodato Studios". Naquele mesmo ano de 1993, produziu o segundo vídeo: "A volta do Homem de Preto", que chegou a ser exibido na TV Cultura de Minas Gerais.
Publicou também uma história colorida de Velta na revista "Metal Pesado" nº 6, e, por conta própria e apoiado pela "Lei Viva Cultura", da Prefeitura Municipal de João Pessoa, lançou a big edição 25 anos de Velta (1998) comemorando 1/4 de século de sua criação.

Essa revista traz de volta a esquisita Doroti, uma alienígena hermafrodita com um pinto de fazer inveja a Rocco Sifredi. Doroti é a pior inimiga da gostosa Velta, mas que mesmo assim quer comer a loira de qualquer jeito. Na 30 anos de Velta, Doroti continua a fazer suas sacanagens mas termina fulminada por um raio de Velta.
Apesar de ter sido inspirada pelo jeitão da heroína comunista Pravda, e se comportado como uma heroína americana por um bom tempo, Velta está deixando para trás as influências estranjas. Segundo Emir, desde 1979 Velta vem mudando aos poucos e ficando cada vez mais real e brasileira, e o final desse processo vai acontecer em 2005 quando for lançada a edição onde Velta ganha até um sobrenome, resultado de um concursos lançado na net. O novo álbum promete muitas novidades e mudanças na personagem, e essas promessas já deixam os fãs alvoroçados e curiosos, pois parece que vem coisas muito boas por aí.




Sexta-feira, Setembro 17, 2004

 

DARNA, essa eu não conhecia. Parece ser gostosa, e sei apenas que foi criada por um antigo desenhista das Filipinas. Se alguém souber mais sobre ela, por favor, mande-me o mapa da mina:

mlapada@bol.com.br

mlapada2000@yahoo.com.br


Quinta-feira, Setembro 09, 2004

 
NÁDIA, OUTRA FILHA DE DRÁCULA

Porra meu, o Conde Drácula é um garanhão, pois tem filha espalhada por tudo que é lugar, e parece que o vampirão gostou da mulherada brasileira, pois aqui ele tem várias filhas. Já mostrei Naiara, que é a mais famosa delas, e soube que outra pintou nas revistas de terror do mestre Rodolfo Zalla. Era NÁDIA, também loura e gostosa. Só consegui o desenho da capa onde ela aparecer, mas ainda estou pesquisando para saber sobre a história dessa outra chupadora de sangue brasileira. Breve aqui no bosso blog.



Quarta-feira, Setembro 01, 2004

 
NOVO SITE PARA VELTA

Aí galera, enquanto ainda não pude pesquisar sobre mais uma gostosa dos quadrinhos, vamos colocar um posta para aquela que ainda está em atividade, especialmente na internet. cada diz aparecem novos sites e blogues sobre esa loiraça boa de cara, de bunda e de briga. Velta acabou de ganhar um site italiano, construído por um cara chamado Marco Salvi. Faz uns dias e recebi um e-mail do Emir Ribeiro falando que um jornalista italiano estava escrevendo matéria sobre ela para um jornal de lá. Velta ataca nos States, na Inglaterra, na Iuguslóvia, Bélgica, Brasil claro, e agora na Itália.
Acessem:
http://uk.geocities.com/marcosalvi2003/
http://www.geocities.com/marcosalvi2003/
http://www.veltafansbrasil.theblog.com.br

Sobre personagens mulheres dos quadrinhos, que descobri lendo outro blogs, principalmente o blog Velta Quadrinhos.

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