MULHERES NOS QUADRINHOS

     

Domingo, Dezembro 19, 2004

 


DARNA, A HEROÍNA FILIPINA . Graças ao e-mail do leitor Dom Fernandus, pude descobrir quem era a Darna do desenho que postei umas semana atrás, e soube como ela foi criada e tudo o mais. Fiquei pasmado com a quantidade de gibis, filmes e até peças de balé que foram feitas com a heroína. As Filipinas são um pequeno conjunto de ilhas de gente de origem asiática que fala inglês e espanhol, mas fizeram muita coisa com sua principal heroína, mostrando como mesmo um país do tamanho de nada, SE QUISER, pode criar grandes produções.
Temos aqui duas heroínas de destaque que são MIRZA e VELTA, as mais faladas e cultuadas pelos fãs, mas o nosso cinema nem a nossa televisão nunca se deu ao trabalho e montar uma adaptação no vídeo e na tela das nossas maiores gostosas. Para o resto de país que não lê gibis brasileiros, elas duas são umas desconhecidas. Para mim é mais uma vergonha nacional, como diz o Casoy, não se dar valor a essas duas originais e gostosas criações.
Enquanto a gente morre de inveja do pequeno país de ilhas chamado Filipinas, vejam quem é DARNA.

Nome Real: Narda
Identidade/Tipo: Humana transformada por artefato extra-terrestre
Ocupação: Estudante
Afiliações: Capitão Barbell; Lastikman, Dyesebel.
Inimigos: Valentina (A Deusa serpente); Armida, a Mulher de Falcão, Babaing Impakta (Doos Gêmeos do Mal), Babaing Tuod (Lucifera a Monstra da Árvore), Babaing Linta (Garda, a Mulher Sanguessuga), Isputnik, Gigantes, Vampiros, Bruxos e Bruxas.
Parentes conhecidos: Ding ( irmão), Isabel (avó)
Pseudônimos: Daria (Disfarce mortal alternativo), Varga.
Base de Operações: As Filipinas
Primeiro Aparecimento: Darna, Pilipino Komiks #78 (Comics das Pilipinas, 27 de maio 1950) - mas veja os Comentários d predecessora dela.
Poderes a habilidades: Vôo, Super-força, Super-velocidade e invulnerável a todas as armas feitas pelo homem.
História de origem: Quando Narda era bem jovem testemunhou uma estrela cadente, tarde da noite, e foi investigar onde ela aterrissou. Ela achou uma pequena e estranha pedra com a palavra Darna escrita nela. Ouvindo alguém se aproximar, ela colocou a pedra na boca e acabou engolindo a pedra acidentalmente. Imediatamente ela foi tomada por uma sensação de estar viajando pelo espaço, e se caiu no chão. Ela foi achada pelo seu tutor ou pai, que a levou para casa e a pôs para cama. Depois ele perguntou para Narda o que tinha acontecido, e a menina recontou a história do achado da pedra. Mas quando ela disse a palavra inscrita na pedra, foi transformada imediatamente em uma mulher alta, de aspecto de amazona. Era Darna, guerreira poderosa do planeta Marte, e Narda estava encarnando a mulher alienígena. Felizmente, Darna não causou nenhum dano para Narda, e a menina dizendo a palavra Narda, pôde voltar ao normal.
Desde então Darna foi uma protetora constante dos inocentes e enfrentou uma grande variedade de ameaças e vilões.

Darna foi criada por Mars Ravelo, por volta de 1950 e a celebrou 53º aniversário este ano. De acordo com o jornal Manila Times, Darna nasceu como um ícone cultural quando as Filipinas estavam lutando para sair da devastação da Segunda Guerra Mundial. Ela serviu como um bálsamo, como uma campeã da nação. Ela apareceu em filmes, estrelada por várias atrizes: Rosa del Rosario (em dois filmes, em1951 e 1952), Liza Moreno (em 1963), Eva Montes (1964), Gina Pareño (1969); Vilma Santos (1973 e 1980), Brenda Del Rio (1979); e Nanette Medved (1991). Ela também foi estrela de uma série de TELEVISÃO de 1977 interpretada por Lorna Tolentino, e uma série de desenho animado de 1986, e apareceu também numa peça do Balé Manila, onde a heroína foi interpretada por Liza Macuja.

Em 1947 o escritor Mars Ravelo e desenhista Nestor Redondo criaram uma super-heroína para a Bulaklak Comics, chamada Varga. A filha de Ravelo, Rita R. De La Cruz, disse que o pai dela se baseou em imagens do Super-Homem que ele viu em revistas trazidas às Fillipinas por soldados norte-americanos.
Quando Ravelo deixou a Bulaklak Comics, depois de dois anos trabalhando nela, ele não pôde levar Varga com ele, pois ela ficou sendo propriedade da editora. Então, reinventou a personagem com outro nome: Darna, inspirado num pássaro da mitologia Filipina. Durante os anos ela apareceu em editoras como Kenkoy, Liwayway, Kampeon e Atlas; esta última editora a publicou em inglês e em cores, mas as histórias foram classificadas como de " baixa qualidade " (de acordo com Rita de La Cruz) que fez o possível para aumentar as venda. Ela,atualmente, está sendo publicada por Mango Comicos, que esperam não só trazer as aventuras dela para uma nova geração de Filipinos, mas também exportar para outros países. Esta nova encarnação mostra uma Narda mais velha, dez anos depois, e a heroína freqüenta a universidade.

Existe umas diferenças entre a Darna da Era Dourada e da Era de Prata. Vejam.

Era Dourada de DARNA: De 1950 e 1951, adaptação dos quadrinhos originais, e o filme estrelado pela atriz Filipino-americana Rosa Del Rosario)
A história : Narda vê uma estrela cadente que cai perto dela, quando ela está jogando com outras crianças do bairro. Ela apanha o objeto e descobre é uma pedrinha branca com a palavra Darna escrita. Seus amigos começam a pedir-lhe para ver o que é. Amedrontada com possam tomar o objeto dela, Narda o põe na boca e o engole sem querer. Ela se sente atordoada e desmaia. Quando desperta, vê os aliviados avó e o irmão Ding, mais jovem que ela. Eles lhe perguntam o que aconteceu e ela diz que ela desfaleceu depois de engolir acidentalmente uma pedrinha branca muito bonita. A avó dela diz que poderia ser um talismã e Narda diz que tinha uma inscrição na pedra. Vovó diz isto o que estava escrito nele? Narda diz DARNA. Há um estrondo e quando a névoa clareia, no lugar dela está a mulher guerreira Darna do Planeta Marte. Ela declara ter a missão de fazer o bem em Terra. A Vovó e Ding estão mais preocupados sobre onde a pequena menina Narda está. Darna diz: Ela será devolvida, quando eu chamas o nome dela - NARDA
De repente, depois de outro estrondo, e depois de clarear a fumaça, Narda regressa. A Lenda Começa!!! Ela irá lutar contra Valentina,-a Górgona e Armida, a Mulher Gavião (Babaing Lawin).

Nota: Na versão Original, NARDA é uma entidade separada de DARNA. Narda engoliu a pedra e nunca mais a removeu, pois foi absorvido pelo organismo.


Idade prateada de DARNA (1973)

Narda adolescente descobre a pedra mágica depois de uma chuva de estrelas cadentes, perto da casa dela, numa noite. Ela descobre que a pedrinha mágica pode dar superpoderes, transformando Narda em DARNA. Ela e irmão Ding são os únicos que sabem do segredo. A vovó deles não sabe o segredo dela, nesta versão. Narda e DARNA, nessa versão, não são duas entidades separadas e Darna não é do Planeta Marte, mas é uma guerreira da justiça e campeã das forças da luz.

Nota: Na versão da Era Prateada, toda vez que Darna volta a ser Narda, a pedra mágica reaparece na boca dela e ela a tira e esconde até precisar dela novamente. Quando uma emergência surge novamente, ela tem que engolir a pedra novamente e dizer Darna, para transformar.

A mais conhecida versão de Darna em filmes, é a de 1974, da Era de Prata, quando a interpretou a atriz Vilma Santos. Vilma Santos fez os papéis de Darna e Narda. Esta prática continuou nas versões dos filme seguintes. Embora Vilma não tivesse o físico de deusa de Rosa Del Rosario, ela compensou isto com um ótima caracterização da personagem. A versão de Vilma Santos se tornou o modelo de Darna, apesar de muitos Filipinos lembrarem da versão original, onde Narda foi interpretada por uma atriz bem jovem, e Rosa foi DARNA adulta.

Sábado, Dezembro 11, 2004

 

VELTA, MAYA E LUCILA JUNTAS NO FICZINE 3
Por Giulia Moon

Novidade pra quem curte ficção fantástica: saiu a edição nº 03 do FICZINE, o fanzine editado pelas escritoras Martha Argel e Giulia Moon. Desta vez, o tema escolhido não poderia ser melhor: MULHERES SUPERPODEROSAS! Mulheres lindas, sedutoras, únicas. Mas muito perigosas!
Como de costume, o FICZINE 03 traz um convidado especial: Emir Ribeiro, o criador de Velta, a personagem mais sexy e amada do HQ brasileiro, que oferece, neste número, um conto inédito da sua heroína. A belíssima Velta está às voltas com um misterioso anfitrião no conto A Convidada do Vampiro. A superloira conseguirá safar-se desta?
Martha Argel traz para o público mais um conto inédito de sua Lucila, a vampira impiedosa com a face da inocência. No conto O Certo e o Necessário, a vampira atua mais uma vez nas perigosas ruas de São Paulo.
Maya, a sofisticada vampira de Giulia Moon, vive mais uma aventura com o seu imperturbável e apetitoso mordomo Stephen. Será que ele escapará do interesse nada ortodoxo da vampira pela sua jugular?
Em matéria de capas, o FICZINE 03 está imperdível. Velta, Maya e Lucila estão lá, de corpo inteiro, retratadas pela pena talentosa de Emir Ribeiro. Não percam a oportunidade de conhecer essas damas apaixonantes na ilustração feita por Emir, exclusivamente para o FICZINE 03!
O FICZINE 03 será lançado oficialmente no sábado, dia 11, na casa noturna Hole, em São Paulo, durante o evento First Gathering of the Coven. Martha Argel e Giulia Moon estarão lá, autografando os seus livros e fechando mais um ano de boa parceria e amizade. Logo mais, a versão PDF do FICZINE 03 também estará à disposição dos interessados pela internet. Aguardem!

Sexta-feira, Dezembro 03, 2004

 

As sedutoras do Marco Lucchetti. Na minha procura por mulheres nos quadrinhos, dei de cara com o livro AS SEDUTORAS DOS QUADRINHOS, onde o escrito Marco Antonio Lucchetti faz uma lista de 50 mulheres dos quadrinhos, como se fosse um catálogo e roteiro bibliográfico.

Marco Aurélio Lucchetti. Coleção Opera Documento. Editora Opera Graphica, 144 páginas. R$ 20,00.

É o autor quem conta a trajetória: ¿¿Escrevi A Mulher nos Quadrinhos em quatro volumes. Cada um dedicado a um tipo de personagem: o primeiro sobre as pin-ups, o segundo sobre as heroínas, o terceiro sobre as super-heroínas e o último sobre as personagens cômicas/infantis. Mas não fiz. Fiz este sobre as personagens femininas mais sensuais.¿¿
Sabor de quero mais é o que não falta ao oportuno lançamento de As Sedutoras dos Quadrinhos, da Opera Graphica. Como todos os projetos alimentados pela tenacidade guerrilheira, As Sedutoras é anterior a outra obra de pesquisa de Lucchetti, A Ficção Científica nos Quadrinhos (edições GRD/SP-1991). Mas só foi possível ser publicada pela força de outro lutador das HQs brazucas, o editor Franco de Rosa (da saudosa Maciota/Press e aliado de Carlos Mann). O estudo é um excelente roteiro para quem deseja aprofundar as buscas, já que a bibliografia consultada é essencial e há sempre o cuidado em revelar mês e/ou ano e onde foram publicadas as heroínas. Não há nenhum tipo de análise conceitual de contexto ou em relação ao tempo histórico quando foram criadas. Natural pensar que personagens mexeriam pelo lado sensual antes do operacional contra o crime. No mundo machão dos gibis prevalece a visão da mulher como acessório sensual (começa com Dale à Hepburn para ornar a coragem de Flash Gordon: o mocinho tem que salvar a mocinha, é o clichê desde as lendas antigas com donzelas salvas dos dragões pelos príncipes).
Betty Boop de Max Fleischer (1889-1972) quebra o papel secundário das heroínas ¿ com aquelas pernocas deliciosas e seus provocantes vestidinhos ¿ e causa impacto na puritana, logo paranóica e hipócrita, sociedade castradora dos anos 1930. Cresce na onda das divas desbocadas e permissivas de época, nascidas pelo clarão ¿¿devasso do cinema¿¿, leia-se Hollywood. Chega a ser censurada. Logo teríamos as discretas e elegantes, as apelativas, as sado-masôs, as à beira das porno-tiras, as potentes no braço, as patentes na cama, as que só insinuavam e as que partiam para o vamos ver sem mais nem menos.
As mulheres assumem papel principal e manipulam o onírico com ares políticos inaugurados em Barbarella, de 1962, na revista francesa V Magazin, pelo traço de Jean-Claude Forest e as bençãos e curvas de Brigitte Bardot. Quem diria que entre os anarcos de Maio de 68, em Paris, não rolavam entre os grafites políticos, Beatles (liberação, na rígida Europa) e embriões de Les Coléres du Mange Minutes (história de 1968). Ela abria nos anos 60 a liberação do corpo como panfleto. Tipo ¿¿eu nu falo mais que uma passeata inteira¿¿. No cinema Jane Fonda deu corpo a Barbarella.

Valentina, de Guido Crepax, é outro ícone dos 60 pelo manifesto sombrio e onírico em investidas políticas. Posse e possessão. Nascida como personagem secundária em 1965 ela assume o principal em 1967 pela legendária revista italiana Linus. Marco no mundo para o chamado quadrinhos-cabeça bem diferente do pow-bang-crash de ação obsessiva e obsoleta dos norte-americanos. Crepax ainda emplacaria Anita e Emmanuelle ¿ esta, no cinema cairia na Boca do Lixo.
Daí sucedem-se variações com maior e menor brilho com a Europa na vanguarda. Onde o corpo não é tabu, nem inimigo, comum na culpa dogmática da pseudo-religião. Blanche Épiphanie de Lob e Pichard, Paulette de Wolinski e Gullivera de Milo Manara são os destaques. Nos EUA, heróis assexuados, reprimidos e repressores, sem tesão pelo excesso de poder e dever pátrio escapam pela caretíssima comics Marvel no arzinho de graça em Elektra e Red Sonja. De leve.
Pior mesmo é achar sensualidade nas frias linhas e volumes balofos da arte gelatina de computador na atual ¿¿heroína¿¿ Tomb Raider, do game para as telas sem passar pelo teste do papel. Ali onde a arte da insinuação e desvelo do traço denotam e conotam muito bem as diferenças entre o saboroso erotismo e o escracho pornográfico.
Abaixo, Maria Erótica do Cláudio Seto

QUEM É MARCO AURÉLIO LUCCHETTI - Graduado em letras, mestre e doutor em Ciência da Comunicação pela USP e pesquisador e historiador de HQs (para manter a lista curta), em 1986, começou a fazer uma pesquisa sobre as mulheres nos quadrinhos, com a idéia de escrever um livro sobre o universo feminino nas HQs. Luchetti rapidamente produziu 300 laudas sobre a presença feminina nos quadrinhos. No entanto, nenhum editor quis publicá-lo, alegando razões inteligentíssimas como "seu livro tem muitas páginas e ilustrações".

Em 1991, o escritor, após ter publicado sua primeira obra (A Ficção Científica nos Quadrinhos), resolveu dividir o acervo sobre a mulher dos quadrinhos em quatro tomos - pin ups, heroínas, super-heroínas e personagens cômicas/infantis - mais uma vez em busca da publicação. Mas em função de uma série de compromissos pessoais de Luchetti, a idéia acabou guardada dentro da gaveta por pelo menos uma década. A longa espera, porém, valeu a pena e o resultado pode ser conferido nas melhores livrarias e lojas especializadas em quadrinhos: As Sedutoras, um livro de 144 páginas recheadas de ilustrações e informações sobre as mulheres mais sensuais das HQs.

Maria Erótica, uma das pioneiras do Brasil
Ao todo são 54 personagens que têm em comum a sensualidade. Entre elas, pioneiras como Jane - no Brasil, Jane Pouca Roupa -, criada em 1932, e a cult Betty Boop, heroína de desenhos animados que chegaram a ter participação (da voz) de um dos maiores mestres do jazz de todos os tempos, Lois Armstrong.

As personagens brasileiras espalhadas pelo livro são um capítulo à parte. Luchetti catalogou desde desconhecidas do grande publico - como Maria Erótica e Katty Apache, criadas por Claudio Seto nos anos 70 - até a mais recente Jenna, a gênia erótica que tenta seu amo em uma paródia bem-humorada e sensual da série televisiva Jennie é um Gênio, lançada na revista lanet Sex em 2000. Só faltou mesmo ter catalogado alguma personagem dos famosos catecismos de Carlos Zéfiro, o que talvez fique para uma segunda edição revisada e ampliada...

As mulheres mais sensuais dos quadrinhos estrangeiros também estão no livro. Das "clássicas" européias, como Druuna (de Paolo Serpieri), Cláudia Cristiani (da série Click, de Millo Manara) e Valentina (de Guido Crepax) - às mais comportadinhas norte-americanas como a bárbara Red Sonja e Elektra Assassina.
Também a espaço para norte-americanas nada comportadas, como Little Annie Funnie, a musa siliconada que ilustrava as páginas da Playboy, e a safadinha Cherry, que sacudiu os Estados Unidos em 1988. Há ainda algumas páginas dedicadas a mulheres de verdade que ganharam quadrinizações, como Illona Staller, mais conhecida como Cicciolina, e Julie Strain, que inspirou FAKK2. E aparecem ainda as musas do terror erótico, como Vampirella e a brasileira Mirza, e Wicked Wanda, Bionda, Emanuelle, Gullivera, Ssara, Lara Croft e muitas outras. Enfim, um batalhão de moçoilas pra ninguém botar defeito.
Cherry: bom-humor e erotismo
Cada moça catalogada no livro tem direito a um pequeno histórico - que dependendo da personagem se estende ou não por algumas páginas a mais - e algumas ilustrações em preto e branco (ou melhor, preto e amarelinho, já que o papel interno do livro é desta cor). No final da obra o leitor encontra também um belo apêndice que registra o histórico de cada personagem aqui no Brasil, além de uma bela bibliografia de quadrinhos e uma lista de Copyrights.

As Sedutoras custa R$ 20,00, tem edição da Opera Graphica e é um dos poucos bons livros de referência de personagens já lançados no Brasil. Os fãs de quadrinhos agora torcem para que Luchetti não espere outros dez anos para lançar os próximos tomos sobre suas mulheres de papel.

INFORMAÇÃO EXCLUSIVA DO BLOG DO EL LAPADÓN
No Sedutoras, faltou uma figura mais do que importante, a nossa heroína-mor-gostosona Velta, e como eu tinha trocado uns emails com o Emir para me abastecer de desenhos e notas sobre as gostosas que ele criou, fiquei sabendo do porque o Marco Antonio Lucchetti não ter colocado Velta no livro das sedutoras, ele queria fazer um livro só para ela, homenageando seu criador Emir Ribeiro, e O LIVRO FOI TERMINADO ESTE ANO, galera. Mas eu soube que o Marco Lucchetti está com dificuldade para editar o livro, pois as editoras estão todas com o pé na cova, sem grana e com medo de botar qualquer coisa nova nas bancas. Até a Opera Grafica está arisca. Isso é um crime nos deixar sem mais esse livro que vem a ser até uma continuação das Sedutoras 1. Imaginem só um livro só sobre Velta.
Mas quem não leu o Sedutoras um, vale comprar, mesmo que esteje cheio de heroínas americanas, vale só pelas brasileiras, e MIRZA também está lá. Só ela já vale, nem que seja para não ler sobre as mericas.
Embaixo, A 10 ANOS DE VELTA, COM CAPA DE MIKE DEODATO.


Sobre personagens mulheres dos quadrinhos, que descobri lendo outro blogs, principalmente o blog Velta Quadrinhos.

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