MULHERES NOS QUADRINHOS
 

 
Sobre personagens mulheres dos quadrinhos, que descobri lendo outro blogs, principalmente o blog Velta Quadrinhos.
 
 
   
 
Sexta-feira, Fevereiro 24, 2006
 
ANGÉLICA, A FILHA DE SATÃ

Basílio de Almeida foi o criador dessa personagem para a revista Spektro, editorada por Otacílio Barros da Assunção (Ota) , que nos anos 80 foi uma das principais publicações de quadrinhos brasileiros ( siga o atalho http://fotolog.terra.com.br/lapadon:49 e saiba tudo sobre a Spektro), que para sua sorte e brilho, representou a volta as histórias em quadrinhos do gênio e mestre das artes Colonesse, que estava se dedicando exclusivamente a publicidade.
Alfredo e Maria receberam a visita de Satanás em pessoa, que matou Alfredo e seduziu Maria, deixando-a grávida de uma menina. Assim nasceu Angélica, filha de uma mortal, que morreu ao dar a luz, e Satã, que com um leve toque de seus dedos lhe concedeu poderes. O amor de sua mãe, um espírito evoluído que pôs luz nas trevas do seu ser a transformou num ser de poderes divino-infernais!

Ela estreou em Spektro número 23, de agosto de 1981, e em suas histórias sempre era protegida de seu pai Satã. Voltou 20 anos depois, em 2001, pelas hábeis mãos de outro mestre do quadrinho brasileiro moderno, Watson Portela, que numa hq em homenagem a Colonosse, reuniu diversos personagens seus: Mirza, Mylar, Pele de Cobra, X-Man, Superargo, Gato e Angélica. Dessa vez, Angélica ficou contra seu pai, e convocou os super-heróis brasileiros para que entrem numa guerra contra o próprio Diabo, cujo destino é a preservação do próprio universo, e ela os liderou nessa derradeira missão com o objetivo de salvarem a humanidade!
Essa hq se encontra no álbum "Ultima Missão", lançado em 2001 pela editora Opera-Graphica, mesma editora dos álbuns "Velta contra o Devorador" e "Velta 30 Anos".
Por favor não confundir com as revistas em quadrinhos da cantora e apresentadora Angélica, que podem ser conhecidas neste atalho: http://fotolog.terra.com.br/rod1_2_1:22 .

CORREÇÃO: Na primeira postagem desse blog "Mulheres nos Quadrinhos" há um desenho de Colonesse da personagem Angélica, errôneamente citado como sendo da Mirza. Erro esse que já havia sido apontado antes pelo Erick Lustosa. Está feita a correção, com uma matéria completa da Angélica, a filha de Satã !

Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006
 
MARA TARA, de Angeli

A terrível chupadora assassina é a Drª. Mara, uma cientista autora de uma polêmica e desacreditada tese de que as bactérias se reproduzem sexualmente. Em consequência de suas intensas pesquisas, a casta e reprimida sexualmente Drª. Mara contraiu o vírus Ninfus Maniacus que em momento de alto tesão... Digo, alta tensão, causa estranhas mutações no corpo da doutora tirando-lhe a consciência, dando-lhe formas volumosas, e tornando-a uma terrível devoradora de homens que só sabe repetir ``Mara Tara quer sexo!!!``
Ela chupa os homens até a morte, que morrem de pau duro!
Infelizmente o Angeli ficou na tranca das melhores aventuras da Mara-Tara. Até hoje só foram 3, e ela nunca apareceu em tiras.
A primeira, em ``Chiclete com Banana`` número 7, onde a Mara-Tara aparece numa aventura só sua pela primeira vez.

A segunda, no número 14, onde ela vai a Jamaica e mete a vontade fumando muita maryjuana. E a última, no número 21, onde a terrível chupadora assassina começa a atacar taxistas!
Por onde será que anda a saudosa Drª. Mara, digo a gostosa da Mara Tara?
As aventuras da Mara-Tara eram de um estilo que só foi possível numa revista do estilo da Chiclete com Banana, onde ele podia desenvolver hqs grandes e com muitas páginas. Além disso, a linguagem de uma hq feita pra revista é diferente das tiras, e o Angeli podia ousar mais, às vezes fugindo do traço caricato e partindo pra um grafismo mais realista.
Na verdade a primeira aparição da Mara-Tara se deu na Chiclete com Banana número 5 numa hq do Bibelô, que fazia um tipo machão... Ele amarelou pro fogo insaciável da gulosa Mara-Tara...

A Mara-Tara é a minha personagem preferida do Angeli. Certamente, se Mara conhecesse a Velta, iria querer papa-la. Isso porque Mara Tara já demonstrou que também adora mulher. Vejam como todas as ninfomaníacas que se deparam com a Velta ficam loucas de desejo pela loiruda (vide a Doroti, por exemplo), que pena um bocado pra se livrar dessas taradas!
Quando eu me encontrei com Angeli, ainda nos anos 90, lhe contei sobre minha paixão pela Mara-Tara, e ele me presenteou com um desenho da ninfa-sádica, que eu apresento ao público pela primeira vez, mais uma exclusividade "Mulheres nos Quadrinhos"!

Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006
 
A HIPPIE, DE CARLOS ZÉFIRO
Texto de Rod Gonzalez


Essa foi uma das poucas séries de Carlos Zéfiro que não se limitou a uma só história, sendo essa a mais longa que já produziu. Pode se dizer que a Hipie foi a única "heroína" de Carlos Zéfiro.
"Eu fui hipie" foi uma verdadeira novela.
Vejam a seguir, o que disse Otacílio d'Assunção (o conhecido editor e quadrinhista Ota) a respeito da Hipie em seu livro "O Quadrinho Erótico de Carlos Zéfiro", quando ainda existia um grande mistério em torno da identidade de Zéfiro (que iniciou suas atividades ainda nos anos 50, onde chegou até os 80, e não se sabia quem ele era até 1990, quando se descobriu que se tratava do funcionário público Alcides Caminha):
"A protagonista trepa literalmente com todo mundo: o dono da mercearia, um técnico de tv, um acadêmico de medicina, um trapezista de circo, um padre, um hippie, um delegado e por aí afora, num autêntico folhetim pornográfico."

Ela também é considerada dentro da obra zefiriana o tipo mais extremo na galeria de mulheres sacanas, a tarada, ninfomaníaca, que trepa por trepar e sempre tira proveito do sexo seja com que macho for.
A história da Hipie é narrada em primeira pessoa (bem antes dos quadrinhos americanos usarem do mesmo expediente nas suas HQs de duper-heróis), e é repleta de sacanagem, fácil e inconseqüente.
A Hipie é uma moça insaciável que troca de homem como troca de calcinha.


Outros personagens conhecidos de Carlos Zéfiro foram o João Cavalo, o mais vendido segundo o próprio, mas como o nome desse blog é "Mulheres nos Quadrinhos" eu não vou enfeiar o blog com ilustrações dele, até porque ele já é bem mais conhecido que a Hipie e já foi divulgado antes na net.
Outro personagem inusitado de Zéfiro foi um sofá. Isso mesmo um sofá! Que narrava todas as suas aventuras e quantas trepadas
já haviam acontecido em cima dele! " Vida, Paixão e Morte de um sofá" conta a trajetória de um sofá contada pelo próprio: " Creio que nasci sob o signo da sacanagem", afirma ele orgulhoso ao iniciar sua autobiografia.


"Quanta bunda boa sentou em minha mola máscula", outra frase do sofá mais personagem da galeria zefiriana!
Além de mestre da sacanagem, Alcides Caminha, o Carlos Zéfiro é considerado um dos maiores quadrinhistas do Brasil e do mundo e seus quadrinhos eróticos uma obra prima. Sucesso de vendas, ainda que de maneira clandestina, nas bancas de todo país, mas principalmente São Paulo e Rio de Janeiro, disse em entrevista que apesar do sucesso que fazia devido a clandestinidade de seu produto ele não ganhava muito, e eram comuns calotes. Disse que a vez que ganhou mais dinheiro foi quando produziu seus "catecismos" (o apelido de seus pequenos gibizinhos de sacanagem) para a Argentina.


Os quadrinhos de Carlos Zéfiro estão sendo reeditados, contato:
Coleção Carlos Zéfiro, de Alcides Caminha. Editora Cena Muda, 32páginas (cada revista). Preço: R$ 12,00 (cada revista). Informações: (21) 2287.8072. A editora envia por correio os pedidos e firma parcerias com livrarias e bancas interessada
-sítio repleto de informações e quadrinhos de Carlos Zéfiro:
http://www.ludmira.hpg.ig.com.br/galeriazefiro/ZefiroP01.htm


Marisa Monte encantada com a obra do autor usou um desenho de uma
mulher feito por Carlos Zéfiro para ilustrar a capa de seu cd de maior
sucesso "Barulinho Bom", e o curioso é que a tal desenho pareces mesmo
com a cantora.
Carlos Zéfiro morreu em 7 de julho de 1992, um ano depois de assumir
seu pseudônimo em público. Não chegou a gozar das glórias que merecia
como um dos maiores quadrinhistas do mundo, mas enfim, gozou muito de
outras formas...
-os quadrinhos de Carlos Zéfiro estão sendo reeditados, contato:
Coleção Carlos Zéfiro, de Alcides Caminha. Editora Cena Muda, 32
páginas (cada revista). Preço: R$ 12,00 (cada revista). Informações:
(21) 2287.8072. A editora envia por correio os pedidos e firma
parcerias com livrarias e bancas interessada
-sítio repleto de informações e quadrinhos de Carlos Zéfiro:
http://www.ludmira.hpg.ig.com.br/galeriazefiro/ZefiroP01.htm



Nas ilustrações 1 a 4 - As primeiras páginas do gibizinho da Hipie.

Ilustras 5 e 6 -Capa do Disco de Marisa Monte e O Sofá sacana, apreciador de suruba.

 

 
   
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